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Autor Tópico: DEMITA-SE, SR. PRIMEIRO-MINISTRO!  (Lida 456 vezes)
Rui_Palmela
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« em: Fevereiro 07, 2010, 20:36:01 »


Já vai sendo tempo de dar espaço politíco e novo rumo ao país com base em verdadeiros princípios de Justiça, Igualdade e Solidariedade Social onde todos os portugueses tenham direito a viver com dignidade humana e haja transparência nas decisões dos que governam e deviam ser os primeiros a dar bons exemplos de honestidade, franqueza, sinceridade, simplicidade, abnegação, duma vida simples, sem luxos e vaidades pessoais que contrariam todos os fundamentos da verdade e da moralidade que devia haver nesta Nação.

Por isso, demita-se, senhor 1º Ministro, pois o povo está ficando cansado de suas palavras e justificações, pois além de obstinado e teimoso julga-se dono e senhor deste país que precisa respirar de novo e não ser oprimido nem sacrificado por politicos soberbos e farsantes que fazem falsas promessas em época de eleições e se governam a si mesmos pouco se importando com as populações, sacrificando-as sempre nas crises originadas pelas más governações.

Não acuse por isso os órgãos de Comunicação Social que informam os cidadãos que têm direito a saber coisas que o incomodam e não pode mais controlar a não ser que mande fechar todas as redacções e telejornais, até mesmo a Internet dos tempos actuais. Chegou o tempo do povo dizer o que pensa verdadeiramente e tomar seus destinos nas mãos exigindo transparência e honestidade a quem governa, seja da esquerda ou da direita, antes ou depois das Eleições.

Já são muitas as suspeitas de casos censuráveis que recaiem sobre a figura de um 1º Ministro que não devia ter tão má fama para estar à frente duma Nação, pois ninguém está acima da lei e deviam ser todos os casos investigados para o apuramento da verdade e assim se mostrasse ao povo se está inocente ou é culpado de tanta acusação.

Não pertenço a nenhum partido politico e sou apenas um cidadão comum que observa atentamente o que se passa neste país do qual faço parte e há muito digo o que penso livremente, contra ou a favor da 'Oposição', pois tenho direitos reconhecidos constitucionalmente e peço (como grande parte do povo português) a sua demissão.

Rui Palmela


P.S. - Este texto foi enviado hoje para todos os grupos parlamentares da AR.
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« Responder #1 em: Fevereiro 07, 2010, 21:21:04 »

Presumo, Rui, que o motivo pelo qual escreveste este texto agora, é o facto de terem sido publicadas parcialmente as escutas telefónicas que envolvem o primeiro-ministro e algumas outras figuras públicas num esquema de controlar a comunicação social, e com base nessa violação ao Estado de Direito exiges a demissão do primeiro-ministro.
Concordo contigo, que o actual primeiro-ministro se devia demitir, mas essa demissão já devia ter sido feita, ele devia ter posto o seu cargo à disposição na altura em que estalou o Caso Freeport, pois um primeiro-ministro que é acusado de quando ocupava outro cargo público de relevo ter tomado uma decisão política com base em subornos é inadmissível, e tão ou mais grave que estas últimas acusações.
Em muitos países figuras públicas já se demitiram de cargos públicos ou desistiram de candidaturas aos mesmos por escandâlos públicos, alguns deles com grande margem de dúvida, mas essas demissões foram baseadas num princípio: quando uma pessoa desempenha um cargo público de relevo tem de agir segundo a maior transparência e tem de ser honesto, integro e incorruptível. Quando um político tem alguma das coisas que mencionei em causa, deixa de ter a moral para desempenhar esse mesmo caso.
Como mencionei, alguns dos que se demitiram, fizeram-no com a acusação que enfrentavam a ser muito duvidosa, mas esse não é o caso que vivemos em Portugal.
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« Responder #2 em: Fevereiro 07, 2010, 22:59:27 »

Não foi só pelo caso das escutas, caro Nó Górdio, mas por tudo o que este 1º Ministro vem fazendo no poder, não esquecendo o famigerado caso Freeoport que nem o afectou minimamente apesar da confissão do sr. Smith que referiu seu nome e chamou-o de corrupto.

Se reparares, no meu tópico OS PROTECTORES DE SÓCRATES, QUEM SÃO? eu digo num parágrafo o seguinte:

" Afinal desde o polémico caso “Freeoport” que deu origem ao não menos caso polémico da TVI com o silenciamento do jornal de 6ª feira de Manuela Moura Guedes e outros casos sobre tentativas de controle dos próprios órgãos de informação, há matéria suficiente que deveria ser investigada pelos Tribunais que infelizmente o Procurador-Geral da República e o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça dificulta ou encobre, acusando mesmo dois Juizes de Aveiro de terem ultrapassado suas competências ao enviarem ‘provas’ de escutas telefónicas com indícios criminais que envolvem o actual PM mas foram mandadas destruir com despacho de serem “irrelevantes” e cujo teor de conversas vieram agora a público no jornal SOL"...

Já vai sendo tempo deste homem ser destituido do cargo que ocupa e o Presidente da República devia nomear outro político para seu lugar até novas eleições.


« Última modificação: Fevereiro 07, 2010, 23:04:00 por Rui_Palmela » Registado
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« Responder #3 em: Fevereiro 08, 2010, 10:02:13 »

Demitir-se!
O homem devia ir era preso! Ele e aqueles energúmenos todos!
Em alguns países aquela conspiração dava pena de morte!

Mas estamos todos parvos!
Aquilo é crime! Já para não falar dos Freeports, Cova da Beira, Independente, a casa da mãe, etc

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« Responder #4 em: Fevereiro 08, 2010, 18:09:27 »

Rui, como eu próprio disse, para mim o Caso Freeport foi o mais grave de todos os casos e cuja acusação e provas não deixam, pelo menos a mim, margem para dúvida que o primeiro-ministro teve envolvido. Mas houve casos anteriores em que, face àquelas acusações e face ao que era publicado na imprensa, também deveriam ter sido suficientes para levá-lo à demissão.
Um Primeiro-Ministro, assim como um Presidente da República, tem de ser um exemplo de integridade, honestidade, seriedade e competência para a população que governam. Com todos estes casos, alguém acredita que a imagem do Primeiro-Ministro está limpa, há algum respeito pela sua pessoa? Mesmo a nível de governação, escândalos destes tiram credibilidade ao político em causa; quando estalou o Caso Freeport lembro-me de a noticia ter saido em jornais da França, Inglaterra, Espanha, Turquia e Grécia nos primeiros dias em que se soube do caso. Como é que o Primeiro-Ministro pode achar que tem condições de governar e representar o país quando a sua integridade moral é posta em causa não só pela sua população, mas ainda pela comunidade internacional?
Isto é uma questão não só moral do cargo em causa, é uma questão da honra e imagem do nosso país, honra essa que, como Primeiro-Ministro, ele devia não pôr em causa, e pô-la à frente do seu apego pelo poder.

Falaste do PGR e do seu papel nas escutas... eu não deposito esperança no PGR num caso contra o Primeiro-Ministro quando o mesmo é que sugere o PGR ao Presidente da República...
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« Responder #5 em: Fevereiro 08, 2010, 19:46:53 »


Concordo com tudo o que dizes, Nó Górdio, e quanto ao PGR é claro que ele faz muita cobertura ao 1º Ministro por ser amigo pessoal dele e ter sido nomeado para o cargo com propósitos bem definidos. Hoje ninguém duvida mais do seu papel em proteger aquele que deveria prestar contas à justiça e continua no poder sem ninguém o molestar. Tudo isto faz-me lembrar o 'Berlusconi' em Itália.
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« Responder #6 em: Fevereiro 08, 2010, 21:15:15 »

Há aqui também uma questão, Rui, que devia ser colocada: até que ponto o Presidente da República não devia intervir?
A meu ver, chegou-se a uma altura em que a permanência do actual primeiro-ministro à frente do Governo Português é insustentável, pelo que, moralmente, deveria ser o primeiro-ministro a pôr o seu lugar à disposição da nomeação do parlamento ou do Presidente da República mas, pelas recentes afirmações de José Sócrates, que em vez de explicar ao país as recentes noticias ainda criticou os jornalistas porque as publicarem, não acredito que ele tome esse passo; pelo que, deve ser o Presidente da República a usar os seus poderes para pôr fim a esta vergonha que se anda a passar em Portugal e tentar repôr a dignidade política de Portugal.
Não seria a primeira vez que um Primeiro-Ministro seria demitido no nosso país, e chega a uma altura em que exige-se que se ponha um termo a este governo.
Lembro que escrevo este comentário horas depois do euro-deputado Pedro Rangel ter exposto os recentes acontecimentos no Parlamento Europeu. Esta atitude só pode constituir o primeiro passo para a demissão do actual Primeiro-Ministro.
« Última modificação: Fevereiro 08, 2010, 21:17:52 por Nó Górdio » Registado

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« Responder #7 em: Fevereiro 09, 2010, 12:31:47 »


Não sei até que ponto 'ele' (José Sócrates) está tentando arranjar um pretexto para sair do governo fugindo às responsabilidades do que tem feito, caro Nó Górdio, tal como fizeram os anteriores PM´s (Guterres e Barroso) depois de verificarem que as coisas estavam fora de controle e deram o salto para fora do país ocupando outros cargos arranjados pelos amigos. Certo?

Se calhar é isso mesmo que José Trocas pretende e está a ver qual a melhor oportunidade de fazê-lo...

Claro que o PR não quer tomar a iniciativa de ser ele próprio a arranjar uma "crise politica" em Portugal nesta altura, nem a Oposição...

Pausa para reflexão!

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« Responder #8 em: Fevereiro 09, 2010, 19:28:39 »

Não concordo em nada com o que disseste no último comentário, Rui, e começo pelo fim.
Se o Presidente da República demitisse o Primeiro-Ministro não iria criar uma crise política, uma crise política estamos nós a viver agora, o Primeiro-Ministro está descredibilizado perante o país e a comunidade internacional, com a minoria do governo pequenas coisas como o Orçamento Regional da Madeira resultam em verdadeiros dilemas e a contestação permanece. Se o Cavaco de Silva demitisse o actual Primeiro-Ministro e nomeasse ele próprio o sucessor do Primeiro-Ministro era a melhor opção, não só para acabar com esta imagem de corrupção que o governo passa para o estrangeiro e para a população portuguesa, mas também porque esta crise política afecta a confiança dos mercados internacionais na nossa economia.
Quanto à questão do "objectivo" do Sócrates em sair do barco, não concordo, se há coisa que se consegue ver é que o actual Primeiro-Ministro não põe a hipótese de deixar de ocupar o cargo que está a ocupar.
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« Responder #9 em: Fevereiro 10, 2010, 08:52:34 »

Caro Nó Górdio, é irrelevante concordares ou não com o que penso (cada um tem a sua maneira de ver as coisas), mas numa coisa estamos em completo acordo em relação à demissão do 1º Ministro que devia sair e dar  lugar a outro e prestar suas contas à justiça que devia investigar tudo o que vem sendo acusado. Ninguém está acima da lei e no caso dele parece que tem beneficiado de muita protecção do PGR (nomeado por ele claro) e do SPT que agora quer demarcar-se do assunto ao ver que as coisas estão mal paradas por causa das "escutas" que mandou destruir e estão vindo a público para conhecimento da população.

Bem hajam os órgãos de comunicação que neste país podem fazer mais do que a justiça quando esta vai caindo nas mãos de quem não deve.
« Última modificação: Fevereiro 10, 2010, 08:56:08 por Rui_Palmela » Registado
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« Responder #10 em: Fevereiro 10, 2010, 19:55:14 »

É normal as pessoas discordarem umas das outras num debate, é isso que o dinamiza.
Quanto à demissão do Primeiro-Ministro, tudo o que acho e defendo quanto à sua posição já o afirmei: não há condições para ele se manter à frente do governo e já é altura de ou o próprio ou alguém da sua competência tomar o passo de formar novo governo.
« Última modificação: Fevereiro 10, 2010, 20:02:35 por Nó Górdio » Registado

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