Desemprego: números não param de subir
Em Abril, o número de pessoas inscritas nos centros de emprego disparou 27,3%, para um total de 491.635 desempregados, mais 105.294 do que no mesmo mês de 2008.
O número de pessoas inscritas nos centros de emprego disparou 27,3% em Abril, face ao mesmo mês de 2008, prolongando a subida iniciada em Outubro e representando o acréscimo mais elevado desde Julho de 2003. De acordo com dados divulgados hoje pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), o número de desempregados inscritos no final do mês passado somava os 491.635, o que significa mais 105.294 inscrições do que em Abril de 2008.
Relativamente a Março, o número de inscritos aumentou 1,5%, resultado de um acréscimo de 7.504 desempregados.
Para o aumento do número de desempregados inscritos nos centros de emprego em relação a Abril de 2008 contribuíram essencialmente as subidas do desemprego entre os homens (43,8%), jovens (32%) e adultos (26,5%).
A procura de um novo emprego justificou o registo de 92,8% dos desempregados, um valor que teve um aumento de 29,2% face ao mês homólogo de 2008, enquanto a procura de primeiro emprego aumentou 6,2%.
Segundo a informação do IEFP, todos os níveis de habilitação escolar apresentaram mais desempregados do que há um ano, com os que possuem os 2.º e 3.º ciclos do ensino básico a registarem os aumentos percentuais mais elevados, de 36,6 e de 34,5%, respectivamente.
Os desempregados licenciados, por sua vez, totalizaram os 40.544, o que representa um aumento de 13,7% comparativamente a Abril de 2008, assinala o instituto.
O principal motivo de inscrição de desempregados, representando 37,9% das inscrições efectuadas, continua a ser o "fim de trabalho não permanente", seguido do motivo "despedido", com um peso relativo de 20,6%.
Em termos de duração do desemprego - medida pelo tempo de permanência em ficheiro - 68,5% dos desempregados estavam inscritos há menos de um ano, enquanto 31,5% estavam registados há um ano ou mais.
Comparativamente ao mesmo mês do ano anterior, aumentou o desemprego de curta duração (46,6%) enquanto o de longa duração se manteve em descida (1,1%).
Quanto às profissões dos desempregados, os dados mostram uma elevada representatividade dos trabalhadores não qualificados dos serviços e comércio (60.311), pessoal dos serviços de protecção e segurança (53.591), empregados de escritório (50.669) e trabalhadores não qualificados das minas, construção civil e indústrias transformadoras (47.241).
De acordo com a informação do IEFP, estes quatro grupos de profissões expressavam, no seu conjunto, 44,6% do total de desempregados inscritos nos centros de emprego até final de Abril.
"Comparativamente ao mesmo mês do ano anterior, o mais acentuado agravamento do desemprego verificou-se no grupo operários e trabalhadores similares da indústria extractiva e construção civil, que quase duplicou o volume de inscrições (92,9%)", destaca o instituto.
O volume de ofertas de emprego disponíveis no final do mês nos centros de emprego de todo o país totalizou as 14.200, menos 5,5% do que no mês homólogo e menos 3,1% face a Março.
O número de colocações efectuadas ao longo do mês, através dos centros de emprego de todo o país, totalizou as 5.213, uma queda de 2,6% relativamente ao mês homólogo de 2008, mas ainda assim superior em 8,1% face a Março.
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