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Autor Tópico: Romântico  (Lida 926 vezes)
Ricardo de Vasconcelos
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Infinito


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« em: Maio 09, 2009, 16:57:12 »

Este é um texto meu, já antigo, mas talvez ainda seja de alguma utilidade.



Romântico



Para a maioria das pessoas, a palavra “romântico” tem a ver com comportamentos afectuosos e gestos de delicadeza que expressam o afecto que uma pessoa sente por outra. Neste ponto de vista, o “romântismo” apresenta-se como uma “estética da lamechice”. Um homem que goste de oferecer flores, de ouvir música melosa, que aprecie poemas líricos, será facilmente considerado romântico.
O meu ponto de vista distancia-se totalmente desta imagem e, como tal, irei aqui tecer algumas considerações.

O romantismo é, em primeiro lugar, um estilo de pensamento que surgiu várias vezes ao longo da história. A fase mais conhecida é a que emergiu no final do século XVIII e que ganhou grande notoriedade ao longo do século XIX.

Neste período, houve um número de pensadores que reagiram à primazia que era dada à Razão. A transformação cultural que o Iluminismo operou no pensamento dominante das sociedades ocidentais veio dar uma importância desmedida aos critérios de objectividade, de observação distanciada e de raciocínio lógico. As emoções, a imaginação e tudo o que apresentava uma natureza ambígua eram rejeitados pelo racionalismo iluminista. É contra a este prisma frio e geométrico que nasce o pensamento romântico, daí que também seja chamado contra-iluminismo.
O romantismo está presente na filosofia, na literatura, na música e nas artes visuais. Tem aparecido sob muitas formas e deu origem às mais diversas escolas. No entanto há algo de essencial, há uma matriz sem a qual nenhum movimento se pode chamar “romântico”. Qualquer romântico está especialmente interessado na esfera das emoções e na fantasia. Isto porque a única coisa que realmente interessa é o Homem na sua originalidade e diversidade, na sua capacidade de surpreender e de causar deslumbramento. O espírito humano é, sem sombra de dúvida, a arena onde os românticos desenrolam os seus combates. Tentar compreender as características do espírito recorrendo a análises frias, “cientifistas”, procurando a exactidão matemática, é uma tarefa que tem tanto de vã como de enfadonha. A alma humana é de tal forma complexa que não pode ser compreendida pela razão. Além disso, explicá-la racionalmente é matar o seu deslumbramento.
Um conceito muito importante para compreender o romantismo é o de catarse. A catarse é uma espécie de purga emocional. Foi um termo definido por Aristóteles para descrever estados de grande tensão através dos quais a alma “despeja” as emoções para o exterior, produzindo uma sensação de alívio. Se o leitor assistiu ao filme Titanic, quando este estreou no cinema há já alguns anos, terá provavelmente presenciado alguns momentos catárticos. O filme deu a milhares de adolescentes a oportunidade de viver um grande drama, de mergulhar nas emoções das vítimas e de chorar profundamente. Eu confesso que nunca vi tanta gente chorar numa sala de cinema como quando fui assistir ao Titanic. Os românticos gostam da catarse e de a provocar nos outros. Os Miseráveis de Victor Hugo, a Fur Elise de Beethoven ou os quadros do sublime têm em comum o facto de provocarem emoções fortes, e daí, a catarse.
A noção de genuinidade está quase sempre presente no coração romântico. Estes pensadores apreciam o que está em estado bruto, ou seja, o que não foi pervertido e que reflecte uma natureza primordial. Muitas vezes apontam o dedo acusador à “sociedade” que reprime e perverte a inocência natural da espécie. Sociedade, civilização e religião são conjuntos de normas que espartilham a liberdade humana. A liberdade criativa e de expressão das emoções é o bem mais valioso que existe. A submissão às regras morais e às leis é o mais violento atentado feito à criança dentro de nós.
Há pessoas que se surpreendem quando me ouvem dizer que o satanismo literário é uma corrente do romantismo. Claro que Lúcifer nada tem a ver com as lamechices vulgarmente atribuídas ao espírito romântico. No entanto, Lúcifer é uma metáfora da natureza humana e Deus é um símbolo das normas sociais, da ordem e da repressão. O Príncipe das Trevas é um ser que cede aos impulsos carnais, que procura o excesso e a transgressão. É uma personalidade genuína, ou seja, que não vive sob a hipocrisia civilizacional nem se deixou “domesticar” pela moral castradora da sociedade. Lúcifer é uma personagem que “encaixa” perfeitamente no ideal romântico.
Um outro aspecto desta corrente é o problema das origens. Nos séculos XVIII e XIX houve, por parte de muitos teóricos, uma grande preocupação com a genealogia da sua sociedade e das instituições que lhe subjazem. Existem trabalhos sobre a origem da família, do casamento, da propriedade privada, da proibição do incesto, etc. A maioria espelha uma visão evolutiva da cultura, uma espécie de teoria evolucionista de Darwin aplicada às sociedades. Algumas dessas análises descrevem um processo de degradação. Isto é, à medida que a sociedade ocidental foi ficando mais complexa (mais “civilizada”) os indivíduos foram perdendo a inocência e passaram a basear as suas vidas em morais hipócritas e castradoras. Nunca houve um consenso acerca da verdadeira origem nem sobre o processo de degradação. No entanto, os românticos andaram sempre à procura de seres humanos genuínos no presente. Ora, se a sociedade ocidental era encarada como um mal por excelência e a origem de toda a falsidade e corrupção, quem nela não estivesse integrado seria de certeza bom e genuíno. Os povos de outras culturas (que não eram vistos como civilizados) seriam, portanto, constituídos por indivíduos inocentes e verdadeiros. Como exemplo cito a obra de Jean-Jacques Rosseau sobre o “bom selvagem”. Não eram apenas os outros povos que tinham indivíduos “em estado primitivo”. Os ocidentais que não estavam integrados na sociedade eram muitas vezes vistos como primitivos. Os “loucos”, os deficientes rejeitados, os criminosos e outros marginais reflectiam a genuinidade humana e simultaneamente eram as maiores vítimas da maldade civilizacional.
O romântico é uma espécie de alquimista, sempre à procura de uma essência no seio da condição humana. Pretende algo de absoluto que o faça levitar e que o leve para um reino de emoção e fantasia em estado puro, longe da podridão das normas sociais.

O que o leitor talvez não saiba é que o romantismo é um fenómeno cíclico nas sociedades ocidentais. A primeira aparição deste fenómeno deu-se com a emergência da escola cínica na Grécia. Defendia que o Homem devia existir em si próprio e para si próprio, aparte da sociedade. Para estes filósofos, a sociedade era um aglomerado de convenções e de artificialidades. Mais tarde, a palavra cínico tornou-se epíteto de quem despreza as normas, instituições e os outros seres humanos. Há quem afirme que um verdadeiro romântico tem que ser necessariamente um cínico. Eu concordo em parte com esta afirmação. Uma vez que um romântico está constantemente à procura de uma essência conformada por um ideal de genuinidade, as desilusões são frequentes. Daí que acabe mais tarde ou mais cedo por encarar a humanidade como um rebanho de ignorantes e corrompidos.
O último aspecto do carácter romântico que irei descrever neste artigo é a apetência pelo obscuro. Como já foi dito, existe um grande interesse pelo espírito humano no romantismo. Acontece que, para muitos, este espírito reside escondido por detrás da fachada que todos apresentamos durante as relações sociais. Se o ser humano fosse um iceberg, seria a parte submersa que interessaria aos românticos. Tudo o que está oculto estimula a imaginação e tende a provocar emoções mais intensas. O romântico quer ser uma criança que olha para um quarto escuro, treme de medo e dá largas à fantasia.
Finalizo este texto da mesma forma que o iniciei: negando a imagem comum do romântico como um ser “muito bonzinho” dado a comportamentos lamechas e líricos. Romântico é alguém que valoriza as emoções acima de tudo e que sente uma necessidade profunda de genuinidade. Desafio o leitor a explorar algumas correntes associadas ao romantismo: o surrealismo, o simbolismo, o nacionalismo, o gótico, o satanismo e o expressionismo. Também vale a pena comparar a teoria do inconsciente de Freud e a psicanálise em geral aos pressupostos fundamentais do romantismo.

Alguns escritores românticos:

- Victor Hugo

- Marquês de Sade

- Alexandre Dumas

- William Blake

- Mary Shelley

- Lord Byron

Alguns compositores românticos

- Ludwig van Beethoven

- Richard Wagner

- Franz Schubert

- Johannes Brahms

- Tchaikovsky

- Sergei Rachmaninoff
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Ricardo de Vasconcelos
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« Responder #1 em: Dezembro 12, 2009, 13:49:34 »

O  ROMANTISMO   1819-1849
texto extraído de
Código:
http://www.esec-josefa-obidos.rcts.pt/cr/ha/seculo_19/romantismo.htm

Romantismo é um termo geral que designa um conjunto de movimentos intelectuais, que a partir do ultimo quartel do século XVIII fizeram prevalecer os sentimentos sobre a razão.

Em Filosofia, este termo designa especialmente o conjunto das filosofias Alemãs do inicio do século XIX que entraram em luta contra o espírito racionalista do século XVIII.

O Romantismo tem inicio como um movimento literário: no séc. XVIII, na Inglaterra e na Alemanha; no séc. XIX na França, Itália, Espanha e Portugal.

O Romantismo na Europa abarca o período de 1825 a 1850, em Portugal de 1835 a 1880.

O Romantismo compreende as artes visuais, a musica e a literatura, podendo ser definido de um modo negativo bem como positivo: o seu aspecto negativo foi uma revolta por vezes desordenada contra o formalismo e disciplina intelectual do Neoclassicismo; positivamente, o seu empenho no soberano direito individual à expressão.

A sua influencia começou a fazer-se sentir em meados do séc. XVIII com o culto do Pitoresco nos jardins Ingleses e com o inicio do Revivalismo Gótico. Torna-se reconhecível com o movimento alemão de finais do século “Sturm und Drang”, um movimento literário que advogava a expressão violenta das emoções de um modo melodramático e caótico.

Os seus principais interpretes, em pintura foram, na Alemanha, Caspar Friedrich, em Inglaterra Turner e em França Géricault e Delacroix.

No sentido estrito o Romantismo acaba em meados do séc. XIX com a derivação para o Realismo.

O Romantismo é o primado do individualismo, da emoção pessoal sobre a ideia clara, e a busca da felicidade na paixão. A expressão livre da sensibilidade, religiosidade e melancolia (le mal du síecle). Preponderância da imaginação sobre a razão e a acção; fuga para o sonho, para o misterioso, o exótico, o pitoresco ou o passado. O sonho poético, a paixão fatal, a contemplação da natureza e o génio incompreendido, são temáticas Românticas.

Na Arquitectura, o Revivalismo da Idade Média (complementado pelos primeiros programas de restauro), na Pintura a busca do Pitoresco na paisagem e a temática Bíblica e historicista medieval.

A Arte Romântica exprime-se como uma reacção anti-Clássica, inspirando-se no passado nacional (nacionalismo) ou longínquo (exotismo, utilização das fontes Bíblicas) por contraposição ao passado da herança Clássica (greco-latina) e também na Natureza através da Paisagem.

Á procura do Belo Ideal (Le Beau Ideal) pelos Neoclássicos, uma busca da Forma Ideal e dos arquétipos eternos, apenas inteligíveis pelo o homem através da razão, contrapõem os Românticos o predomínio do sensível, a cor, a iluminação local, o movimento e o particular.

Revivalismo, Ecletismo e Pitoresco:

Revivalismo: Arte que busca a sua inspiração nos estilos do passado (historicismo).

Os Revivalismos: o Neogótico, o Neomanuelino, o Neobarroco, Neoromânico, Neoarabe, Neoegípcio, etc. Em Portugal têm especial importância, o Neomanuelino, o Neoárabe e o Neobizantino.

O Ecletismo: o uso dos vários estilos do passado ou a combinação de elementos de diversos estilos.

O Exotismo: o Neoárabe, o Neohindu, a Chinoiserie e a Japonaiserie.

O Pitoresco: os jardins com falsas ruínas, templetes, pavilhões, coretos e quiosques.

Generaliza-se em Portugal o calcetado das ruas a negro e branco, o azulejo impresso nas fachadas e a construção dos “cemitérios jardim” urbanos.

Pitoresco: Principio estético, que ordena os elementos arquitectónicos, as partes de uma composição pictórica ou escultórica ou até um jardim, de um modo irregularmente agradável (e que poderá levar ao admirável). O termo tem origem no Ensaio sobre o Pitoresco, quando Comparado com o Sublime e o Belo, por Uvedale Price de 1794.

A categoria estética fundamental do Neoclassicismo é o Belo, este, seguindo os textos clássicos tal como vistos a partir do século XVII, define-se como uma "harmonia absoluta das proporções". A tradição Clássica - que compara os modos da Arte e os modos da Retórica, definindo Cânones - no entanto, estabelece uma outra categoria, o Sublime, com base no texto do Pseudo-Longinus (séc. I). É a tradução deste importante texto por Boilau em 1674, e o livro de Burke, "Philosophical Enquiry into the Origin of our Ideas of the Sublime and the Beautiful" de 1757, que estabelecem esta categoria crítica. Kant define o sublime como "um ultraje à imaginação". O sublime, é o "eco da grandeza de espirito", da grandeza de pensamento, de emoção e de moral que caracteriza as grandes obras da literatura. O Pseudo-Longinus define o sublime como "excelência de linguagem", a "expressão de um grande espirito" e o poder de provocar a "ectasia" ou "extasia". Fugindo da tradição clássica crítica que considerava o equilíbrio da obra uma thecné (Arte) e postulava uma Ordem, o Pseudo-Longinos vê a origem do sublime nas qualidades morais, emocionais e profundidade imaginativa do autor e a sua expressão num génio pessoal (é pois uma qualidade inata do autor) que a simples observância das regras da Arte nunca poderia atingir. O sublime foi uma categoria crítica fundamental do Romantismo.

Beaux-Arts: Que se relaciona com a Ecole des Beaux-Arts em Paris, fundada em 1671. Em Arquitectura, estilo Académico e Ecléctico do séc. XIX e XX, praticado pelos licenciados da Ecole des Beaux-Arts ou dos que seguiram os mesmos princípios.

O Romantismo apresenta-se na Arquitectura como uma sucessão de Revivalismos e Ecletismos que se prolongam até ao fim do século XIX.

A ARQUITECTURA REVIVALISTA

O Revivalismo é uma corrente da Arquitectura que tem origem nos ideais Românticos mas que perdurará muito para além do Romantismo, durante todo o século XIX, quer na Europa quer na América.

Reage contra as regras do Classicismo mas mantém e reforça o pendor historicista, associando a este a importância da imaginação criadora, contrapondo á ordem e racionalismo do Neoclassicismo a assimetria e o imprevisto.

Apresenta revivalismos de inspiração medieval, o Neo-Gótico, o Neo-Românico e o Neo-Bizantino a que se sucedem os revivalismos de sabor exótico, o Neo-Árabe, o Neo-Hindu e orientalizantes.

Estas tendências revelam-se muitas vezes como meros vocabulários decorativos sem preocupações de coadunação funcional. No entanto, nalguns casos verifica-se uma tentativa de identificação com determinadas tipologias e com os novos programas construtivos.

É dada especial importância aos espaços exteriores de enquadramento dos edifícios em arranjos cenográficos.

Surge o chamado Jardim á Inglesa obedecendo a uma noção de “natureza em liberdade”, local de devaneio e nostalgia, onde se constróem recantos pitorescos com ruínas, templetes, grutas, lagos e pontes.

Em Portugal surgem os jardins de cidade e os jardins cemitérios.

O Ecletismo Revivalista aceita a utilização do novo material do ferro fundido: Pavilhão Real de Brighton, Elevador de Sta. Justa, Estação do Rossio, etc.

Em Portugal o Romantismo afirma-se com a construção do Palácio da Pena em Sintra, (ecléctico e neomanuelino) por iniciativa do rei-consorte D. Fernando, sob desenho do barão de Eschwege em 1839/49/85. O Palácio de Monserrate por James Knowles em 1863/65 (neogótico e orientalista).

O Revivalismo: A Quinta da Regaleira em Sintra. A Praça de Touros do Campo Pequeno em Lisboa por Dias da Silva 1890/91, o Salão “mudejar” da Bolsa do Porto por Gonçalves de Sousa 1862/80, o palacete Ribeiro da Cunha ao Príncipe Real de 1877 (neoárabes), o Palácio-hotel do Buçaco por Luigi Manini 1888, a reconstrução do corpo central do dormitório dos monges no Mosteiro dos Jerónimos por G. Cinatti e A. Rambois em 1878 e a estação dos caminhos de ferro do Rossio por José Luís Monteiro em 1886/7 (neomanuelinos). O Banco Lisboa e Açores por Ventura Terra, 1906 (Beaux Arts), o edifício do Senado de Lisboa, 1836/1901, de Parente da Silva (estilo Beaux-Arts, ecletismo português classicizante), etc.

A PINTURA ROMÂNTICA

O Principal tema da pintura do Romantismo é a Natureza, que se exprime pela Paisagem.

É através da paisagem que os artistas transmitem os seus estados de espírito e as suas emoções (as “forças da Natureza” representam as emoções e paixões humanas), objectivo fundamental do Romantismo, o primado do indivíduo.

É uma natureza dotada de sentimentos em que o dramatismo pode atingir grande intensidade.

Paisagens rurais ou marítimas, tornam-se os temas centrais da pintura ou servem ainda de enquadramento a cenas figuradas estabelecendo um ambiente nostálgico ou dramático entre personagens e fundo paisagístico.

O ambiente dramático é dado geralmente pela representação das forças da natureza sob a qual, o homem, irremediavelmente está á mercê.

O ambiente nostálgico e sonhador é muitas vezes marcado pela representação de ruínas no meio de uma natureza luxuriante que se revela indiferente ao destino dos homens.

Temáticas da Pintura Romântica:

A Natureza, quer assumida como tema, a Paisagem, quer como cenário cúmplice do desenrolar do drama humano. A Pintura Histórica, exaltação do passado histórico numa dimensão nacionalista e ética evocando acontecimentos e personagens exemplares. Esta arte ilustra acontecimentos históricos ou lendários de um modo propositadamente grandioso e nobre (por oposição aos exemplos da antiguidade greco-romana). A Pintura fantástica, temáticas ligadas ao exótico, ao onírico e àquilo que se afasta da razão e da norma. O Retrato, como expressão de uma humanidade particularizada e de uma individualidade com caracterização própria.

Características formais:

A composição em pirâmide dinamizada por linhas oblíquas gerando ritmos e sugerindo movimento. Pinceladas largas e sinuosas, acentuando o dinamismo da composição. Contrastes fortes de claro-escuro e de cor. Utilização das virtudes expressivas da cor por oposição ao desenho frio e calculado do Classicismo.
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RENATO NUNES
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« Responder #2 em: Janeiro 03, 2010, 22:35:12 »

Que pena nao estarmos ainda hoje na epoca do romantismo.
Talvez que o Mundo fosse melhor se nao tivessemos de enfrentar a sua relidade nua e crua sem a proteccao de um manto diafano da fantasia a cobri-las.
O nosso grande Eca de Queiroz sabia bem o que dizia quando usou tal frase tao simples mas tao romantica.

Creio que o romantismo esta intimamente ligado a uma bondade e sensibilidade pessoal que hoje esta de certo modo circunscrita ao sexo feminino onde tais sentimentos felizmente ainda parecem perdurar apesar dos desgastes causados pelo feminismo e pelas atitudes grosseiras de genero masculino.

Nao acredito que um verdadeiro amor seja possivel sem romantismo.
Mas acredito que sem romatismo um Homem pode tornar-se um ser esteril, seco, vazio de sentimentos, que cultiva o oportunismo e a satisfacao momentanea e imediata dos sentidos e desejos. Por outras palavras, o Homem, destituido do sentimento romantico aproxima-se mais do animal irracional do que do ser que Deus teve a intencao de criar a sua imagem.
« Última modificação: Janeiro 04, 2010, 19:39:57 por RENATO NUNES » Registado
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