Ricardo de Vasconcelos
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« em: Julho 23, 2008, 16:34:02 » |
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Da wikipedia:
«O Programa do MFA, da responsabilidade da sua Comissão Coordenadora apresentava, de forma inequívoca, a vontade de possibilitar a independência das colónias. Porém, a remoção desta alínea, negociada durante a noite de 25 para 26 de Abril, levantaria ainda alguns equívocos a respeito, que só seriam esclarecidos pela Lei 7/74 de 27 de Julho. Esta medida levantaria grande parte da cortina que separava o Estado Português de conseguir negociações com os movimentos de libertação. Dava-se assim início ao processo de descolonização.
Porém, a ambiguidade das primeiras posições relativas à nova política colonial gerou situações duvidosas que não puderam ser ultrapassadas sem graves desentendimentos. Cada redefinição do processo representava uma dura luta entre António de Spínola e a Comissão Coordenadora do Programa do MFA. Os dois projectos apresentados para essa nova política diferiam, sobretudo, nas questões ligadas com as futuras relações de Portugal com as colónias; mesmo os pontos concordantes seriam rapidamente submetidos perante a prova prática da realidade, o que exigiu, na maioria das vezes, a sua revisão. Assim, com o esclarecimento pela Lei 7/74, e posterior comunicado conjunto Portugal-ONU, publicado a 4 de Agosto, eram levantadas as últimas dúvidas, dando início à fase definitiva da descolonização.
Iniciaram-se as negociações com o PAIGC e com a Frelimo, que levaram à assinatura de protocolos de acordo. Em Argel, a 26 de Agosto ficava concluído o processo entre Portugal e o PAIGC, em que a ex-colónia era reconhecida como estado soberano, sob o nome de «República da Guiné-Bissau». O último contingente militar regressou da Guiné em 15 de Outubro.
Relativamente a Moçambique, seria assinado a 7 de Setembro, em Lusaka, um acordo conducente à independência moçambicana. Contudo, grupos organizados, num movimento contrário ao acordo, assaltaram as instalações da Rádio Clube de Moçambique, em Lourenço Marques e outras cidades, e seus emissores regionais, sugerindo a intervenção da África do Sul. Esta tentativa destabilizadora do processo de paz viria a fracassar, sob a acção das Forças Armadas Portuguesas.
Relativamente a São Tomé e Príncipe e Guiné Portuguesa, foi assinado o Acordo de Argel em 26 de Novembro de 1974.
Quanto a Cabo Verde, o acordo entre Portugal e o PAIGC já estabelecia o princípio do acesso deste arquipélago à autodeterminação e independência. Em 17 de Dezembro seria publicado o Estatuto Constitucional de Cabo Verde, prevendo eleições por sufrágio directo e universal, a 30 de Junho de 1975. A assembleia instituída a partir daí proclamou a independência do território a 5 de Julho de 1975.
Quanto a Angola, a aproximação dos três movimentos de libertação constituía uma dificuldade para o governo português. Com efeito, pairava a possibilidade do alargamento de um confronto entre os países ocidentais, a África do Sul e a União Soviética. Spínola reunir-se-ia ainda com Mobutu, com alguma continuidade, mas viria a demitir-se do cargo a 30 de Setembro. Com Costa Gomes na Presidência da República Portuguesa, desenvolveram-se conversações dirigidas especificamente a cada um dos movimentos. Inicialmente, com a FNLA, posteriormente com o MPLA. Porém, as várias tentativas de restabelecer a paz em Angola e minimizar o impacto da descolonização seriam deitadas por terra rapidamente. A guerra civil arruinou a serenidade deste processo, agravando a situação interna, com milhares de vítimas e a fuga dos portugueses.
Também em Timor-Leste se verificou um período dramático, já que as autoridades portuguesas não tinham como dispor de capacidade para normalizar os conflitos, acabando a Indonésia por invadir a ilha.»
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kaúlza de arriaga
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« Responder #1 em: Julho 24, 2008, 22:29:19 » |
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Esses Movimentos ditos de libertação, eram dependentes dos EUA, URSS e da China.
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Ricardo de Vasconcelos
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« Responder #2 em: Julho 26, 2008, 15:49:51 » |
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Portugal não perdeu a guerra na frente de combate. Foi traído na rectaguarda. A primeira medida, no meu entender, seria "tratar" dos conspiradores na Metrópole. Depois, poder-se-ia orquestrar uma derrota militar na Guiné, com o consequente desvio de forças para Angola e Moçambique. Caía a ovelha negra do Império e acelerava-se a vitória nas principais regiões africanas. Mas, de facto, teria que se começar por "lidar" com os traidores...
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Ferndo
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« Responder #3 em: Agosto 19, 2008, 10:49:53 » |
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Até seria bom que Portugal tivesse as colónias, mas caso as províncias continuassem Portuguesas Portugal, teria que evitar que todas as pessoas de acendencia não europeia podessem ir viver para a Europa, porque senão os portugueses transformarssei-am em mulatos
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Estaline
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« Responder #4 em: Setembro 08, 2008, 13:33:40 » |
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penso que criar um Estado independente governado por brancos, seria a solução mais viável
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kaúlza de arriaga
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« Responder #5 em: Setembro 08, 2008, 13:45:34 » |
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penso que criar um Estado independente governado por brancos, seria a solução mais viável
Desenvolva mais. É que judeus, árabes, monhés, Bascos, Suomis e Magiares também são brancos, mas não se enquadram na categoria de Indo-Europeus.
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kaúlza de arriaga
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« Responder #6 em: Setembro 08, 2008, 16:53:52 » |
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E em relação aos Ciganos? Qual é a opinião do "Leon Degrelle"? Serão Arianos, Asiáticos ou Indo-Europeus? Já que é sabido que eles falam uma Língua algo simliar com a Indo-Europeia. Ok, não devem ser "brancos" porque A.Hitler não simpatizava muito com os sujeitos. Mas os Germanos também gladiavam os Eslavos dos Polacos devido a questões de pureza racial. 
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Ricardo de Vasconcelos
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« Responder #7 em: Setembro 08, 2008, 18:06:37 » |
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Penso que estás a ser injusto, Kaúlza. A questão levantada pelo Leon (e que faz parte da votação) esteve presente no pensamento dos portugueses na altura. Por "brancos" aqui refere-se simplesmente à população de pele clara que se encontrava no Ultramar.
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Panteroide
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« Responder #8 em: Setembro 10, 2008, 12:39:51 » |
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Não existe nenhuma razão para que cabo-verde fosse independente por exemplo, visto que fomos nós que descobrimos a ilha e a habitámos com colonos. Praticamente toda a cultura e história das outras províncias estavam ligadas a Portugal não faria sentido falar sequer em ocupação, a não ser que se levasse o factor racial em conta. Ou daríamos o estatuto idêntico da madeira e dos açores às "colónias" ou então teríamos de combater até à eliminação da insurreição armada. Infelizmente escolheu-se a pior opção possível, e toda a guerra acabou por ser inútil.
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Ze Nabo
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« Responder #9 em: Outubro 19, 2008, 19:46:27 » |
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alguém daqui gostava que Portugal pertencesse á Inglaterra ou aos EUA, acho que não, então os Angolanos e os Moçambicanos tabém tinham o direito a ser livres
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ines
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« Responder #10 em: Outubro 19, 2008, 20:15:36 » |
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Eu acho que os PALOP devem ser independentes... Assim como o Brasil ou qualquer outra ex colónia.
Alguém referiu neste tópico o caso de Cabo Verde. É um caso engraçado, porque em termos genéticos os Cabo-verdianos possuem mais marcadores europeus que africanos. Cabo Verde foi maioritariamente povoado por europeus em relação a africanos. Um legado nosso, como é óbvio.
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Pereira
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« Responder #11 em: Outubro 25, 2008, 13:48:04 » |
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o único problema na altura de Portugal ter colonias era a pressão internacional, era o único e verdadeiro impedimento, mas penso que mesmo assim com o tempo a comunidade internacional iria aceitar o facto de Portugal continuar a possuir provincias ultramarinas, se não ocorresse o 25 de Abril
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Jorge
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« Responder #12 em: Novembro 06, 2008, 11:25:37 » |
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Deveria ter sido tomada uma de duas soluções possíveis para o ultramar português:
1. Estabelecer um programa a médio prazo de progressiva autonomia/indepência para cada futuro Estado que garantisse a salvaguarda dos interesses dos colonos e do Estado português. Os colonos portugueses teriam oportunidade de sair das colónias africanas sem perdas patrimoniais ou permanecer nos novos Estados com nova nacionalidade. O Estado português teria tempo de construir as bases necessárias para a estabilidade dos futuros Estados independentes e cumprir assim o seu dever como Estado de bem e civilizante.
Esta opção não seria fácil. Seria necessário prosseguir com o combate contra os indepentistas/terroristas e fazer frente à pressão política internacional. Por sua vez, os colonos portugueses que decidicem ficar nos novos Estados ficariam sujeito à limpeza étnica que muito possivelmente iria acontecer de qualquer maneira.
Uma segunda opção, pouco politicamente correcta mas a mais pragmática, seria aquela que na minha opinião melhor salvaguardava o bem-estar dos africanos.
2. Prossecução do colonialismo português em África, com incremento do combate ao indepentismo. Defesa a nível internacional do colonialismo europeu sobre África. Para bem dos povos africanos, as nações europeias deveriam retomar o controlo de África, de forma a criar Estados civilizados, defensores e promotores do bem-estar das populações.
Está visto e comprovado que, para bem dos africanos, o colonialismo europeu em África não deveria ter acabado no séc. XX. É deplorável o estado em que se encontram actualmente todos os países africanos! A situação não é mais grave ainda porque o mundo ocidental tem despejado rios de dinheiro em África, muitas vezes negociando com ditadores, genocídas e incapazes.
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« Última modificação: Novembro 06, 2008, 11:28:34 por Jorge »
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RUIPFG
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« Responder #13 em: Dezembro 05, 2008, 23:20:41 » |
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Pelo que me é relatado por pessoas que estiveram realmente na "linha da frente", os movimentos independentistas, em Angola e Moçambique, estavam de rastos, que, a meu ver, eram as unicas colónias que valiam a pena manter, devido aos seus vastos recursos, e nao me refiro apenas aos famosos diamantes, mas sim ao petroleo, que na altura, ja começava a ser explorado ( a refinaria de Sines foi toda construida a pensar no petroleo Angolano). A Guiné ha muito que estava perdida, mas manteve-se para que o armamento la usado, nomeadamente os misseis anti-aereos, nao fossem para os outros teatros de operação. È como ja disseram, fazia-se uma descolonização modelo na Guiné, apresentava-se as cabeças de alguns dos Cubanos infiltrados em Angola aos Americanos, e em menos de um piscar de olhos iamos ter a dispoziçao mais material do que aquele que podiamos gastar. Com os movimentos independentistas sob controle, levava-se a coisa na calma, distribuia-se uma pouco mais pela população, continuava-se a politica de apoio, que começou a dar frutos ja no fim do conflito, e hoje, em Portugal, todos fumavamos charutos, tinhamos um nivel de vida de fazer inveja aos noruegueses, evitava-se a guerra civil que devastou ambos os paises, e evitava-se o exodo dos africanos para cá. Sem espinhas.
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« Responder #14 em: Dezembro 06, 2008, 15:00:33 » |
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Eu acho que os PALOP devem ser independentes... Assim como o Brasil ou qualquer outra ex colónia.
Alguém referiu neste tópico o caso de Cabo Verde. É um caso engraçado, porque em termos genéticos os Cabo-verdianos possuem mais marcadores europeus que africanos. Cabo Verde foi maioritariamente povoado por europeus em relação a africanos. Um legado nosso, como é óbvio.
Só há uma coisa que eu não consigo entender, se eles queriam tanto ser independentes, por é que agora vem aos montes viver para a Europa, há coisas que não dá para entender nem ao Diabo, enfim, se calhar devem querer formar estados independentes, mas agora na Europa : 
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