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Autor Tópico: A Geração “Bué da Fixe”  (Lida 1428 vezes)
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« em: Dezembro 22, 2007, 01:57:21 »

A Geração “Bué da Fixe”

Portugal está já a viver a Nova Era, chegou o Homo sapiens corruptus, espécie humana mais evoluída na arte de bem vigarizar que a sua antecessora. Alimenta-se da confusão generalizada e dos recursos dos seus antepassados, na ponta da língua sempre as expressões mais que conhecidas: "meu" "ya" "yo" “Bué” e “Bué da Fixe”.

A crescente estandardização de comportamentos medíocres: uniformização das preferências por tudo o que não é nacional; contra-valores que surgem como verdades supremas, logo inquestionáveis; posturas ordinárias, amestradas aos cidadãos através de uma irradiação cerrada, propagandeada pelos órgãos de (des)informação, que o actual sistema político vigente em Portugal favorece, conduz as pessoas ao desespero e o Estado que as suporta à mais humilhante das derrotas.
Adoptam, estes amigos do “bué da fixe”, rituais de vida que nada têm a ver com a salutar cultura tradicional portuguesa e com a identidade honrada, destemida e aventureira que glorificou os nossos antepassados. Olhamos tristemente para os nossos jovens e verificamos a sua forma de vestir cada vez mais abandalhada, a alimentação cada vez mais desregrada e americanizada, a forma de diversão adoptada cada vez mais nociva à saúde. Desenraizados e extirpados de valores estes jovens tornam-se apenas massa mole pronta a moldar para servir interesses, que não os do seu país, mas sim os dos grandes senhores do capital internacional e daqueles que pensam que através da degradação acentuada da sociedade alcançarão um dia o poder.

É uma constante inculcação de contra-valores, sugestão forçada, impondo doutrinas ideológicas de cariz marxista e mesmo até, as da sua ramificação mais destrutiva: o anarquismo. A toda a hora são ofuscados os sentidos dos menos esclarecidos através dos insuportáveis imparciais órgãos de comunicação social: sejam eles a televisão, a rádio, a imprensa escrita, o cinema, etc. Têm sem dúvida estas forças políticas da obscuridade produzido os seus criminosos resultados. Sem dúvida que o povo no seu geral, apesar de mais anos de penoso e dispendioso queimar de pestanas nas escolas publicas se tornou progressivamente menos preparado para enfrentar a vida e como consequência, incapaz de sustentar e manter uma família unida e feliz.

Tem existido nas últimas décadas em Portugal uma forte propaganda com vista a espalhar pensamentos ditos progressistas mas que apenas têm resultado no progresso da degradação individual e colectiva e no progresso do totalitário pensamento único. Os portugueses, esses estão cada vez mais encurralados a uma vida económica e social difícil e perigosa e a uma competição tremendamente desleal com a mão-de-obra barata proveniente dos países mais atrasados quer a nível cultural quer a nível económico. Mas, sempre alegres vão cuspindo os seus: “bué da fixe”. Os papagaios do novo jet-set nacional, príncipes da desgraça com uma mentalidade a condizer, assemelham-se a camaleões camuflando astutamente as suas tenebrosas manobras visando o desintegrar total da Nação.

A doutrina do politicamente correcto e do pensamento único, limita e tenciona mesmo neutralizar todos aqueles que não se identificam com o miserável estado caótico do país, que nitidamente está à beira do abismo. A cultura de massas estapafúrdia, o apelo constante ao consumo de bens supérfluos, muitas vezes só acessíveis à custa de grandes sacrifícios e da contracção de novos empréstimos bancários, lança as pessoas numa agonia suicida sufocadas que estão pelos pesados endividamentos. A cantilena que agora convém ladra assim:

O que faz falta é endividar a malta é o que faz falta…
O que faz falta é endividar a malta é o que faz falta…

Esta cultura é impulsionada pelos media através da sua poderosíssima máquina publicitária, monstruoso órgão de propaganda política. O consumo a crédito, usando as “facilidades” bancárias permitidas pelo sistema, insere-se numa lógica de viver intensamente um dia-a-dia imediatista, e de usufruir do espaço na sua plenitude, porque o amanhã (ao contrário do que acontecia na sociedade de há 30 anos) está salvaguardado pelo “Estado Providência”. O Estado Providência é a designação para os Estados que organizados nos moldes liberais-parlamentares ou democráticos, intervêm activamente no controlo da actividade económica e no domínio social, nomeadamente pela instituição da chamada Segurança Social.

Que país é este que vive na base do comércio assente em produtos que não fabrica, comprados com o dinheiro que não tem e vendidos a quem deles não precisa?
Assim se percebe o porquê do aumento do PIB em determinados países, pois, produzem, exportam e impingem produtos dos quais ninguém precisa. A Maria e o Manuel que se deleitam com novelas e futebol, irreverentes e obviamente irrepreensíveis portugueses da geração de Abril, têm um perfeito perfil para aqueles que têm bem agarradas as rédeas do mundo que comandam, e que os seus interesses defendem com unhas e dentes, porém, habilmente camuflados pelo politicamente correcto.

Tudo isto só é possível devido a uma cultura de evasão, com conforto ilusório no consumo, que o cidadão adoptou para fugir a um quotidiano monótono, sem horizontes de esperança, frequentemente de pobreza de ordem económica e/ou espiritual, mergulhado em profunda infelicidade, oferta de um Estado sem desígnios que vagueia sem qualquer rumo.
Todos os factores de desenraização cultural produzem nos indivíduos como consequência directa a sua vitimação através de várias maleitas como o desemprego, a droga, o insucesso escolar, a miséria generalizada, a pobreza, a degradação da sua saúde quer física quer mental. Onde claramente sai prejudicada e ferida de morte a família portuguesa em cujo actual sistema não encontra bases para a sua fertilidade e continuidade natural. Só a miséria acompanha a liberdade dos seres isolados pelo individualismo, este é o preço da alienação.

A continuarmos com a propaganda de destabilização que desorienta os indivíduos e as suas famílias, inevitavelmente os pobres se tornarão cada vez mais pobres roçando a miséria e os ricos cada vez mais ricos ambicionando o poder totalitário.

É este o país que queremos para os nossos filhos?

http://nacional-cristianismo.blogspot.com

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« Responder #1 em: Dezembro 22, 2007, 01:58:15 »

Magnífico texto, Nacional Cristão. 5

Zéfiro
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« Responder #2 em: Dezembro 22, 2007, 01:59:09 »

Está bom. Merece destaque.

Strasser
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« Responder #3 em: Dezembro 22, 2007, 01:59:45 »

Bom texto sem dúvida...realmente hoje em dia oiço muito dessas expressões nada Portuguesas com o "bué fixe", "tá-se bem" entre outras ! Para mim é triste ver a língua Portuguesa tão maltratada especialmente pelos mais novos!

Nuno
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« Responder #4 em: Dezembro 22, 2007, 02:00:20 »

Eu chamei-lhe a "geração morangos com coca"...

strasser
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« Responder #5 em: Dezembro 22, 2007, 02:00:55 »

Entao se forem ao Porto o que ouvem mais nao é o Bué mas é o Totil de bué!
E da lingua passa para a escrita é realmente uma pena, ver a juventude assim...

Carvalho
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« Responder #6 em: Janeiro 04, 2008, 10:52:36 »

A melhor que já ouvi foi, " Ché cota soxio, orinetas um fumo" e ao mesmo tempo passava uma rapariga de mini-saia, em que o jovem acrescenta, " Ché curte o aparato da dama"   Huh?
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Carvalho
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« Responder #7 em: Janeiro 27, 2008, 18:24:47 »

Cada vez mais somos bombardeados pelo que nao é nosso e cada vez mais os jovens procuram defender o que nao é nosso.
Como os customes, gostos e até lingua...
Não lhes é ensinado ou pelo menos não lhes é devidamente mostrado o valor do seu país. Só americanisses e agora entao com os que andam com a mania que querem falar criolo.
Começamos cada vez mais a perder a nossa identidade...

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Eduardo
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« Responder #8 em: Janeiro 31, 2008, 18:06:55 »

Bom texto! Espelha a realidade da juventude portuguesa.
Contudo tenho esperança de que se todos fizermos um esforço, especialmente no lar de cada um de nós, contribuiremos para o fortelecimento das gerações seguintes prontas também elas a combater contra essa globalização desmedida.   
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Flecha
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« Responder #9 em: Setembro 22, 2008, 21:16:59 »

Pois, pois...

Apesar de tudo prefiro esta juventude menos politizada e com uma mentalidade mais prática que a geração dos pais deles.

Esses eram mesmo uma cambada de comunas que foram os "usefull idiots" do infame 25/4.

Fico muito contente por os jovens se dissociarem do esquerdismo.

PS- estes comentarios referem-se apenas ao esteriotipo das duas gerações. Na realidade, há imensas excepções á regra.
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« Responder #10 em: Janeiro 08, 2009, 01:12:06 »

o problema desta geração está na geração que os educa... a minha geração distancia-se por uns meros 5 anos, mas as diferenças são muito grandes.
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Evolution doesn't take prisoners.
ines
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« Responder #11 em: Janeiro 08, 2009, 11:22:25 »

Fico muito contente por os jovens se dissociarem do esquerdismo.

Pois eu tenho a ideia contrária... Aquilo que costumo ver é exactamente o oposto. Na adolescência e juventude, hoje em dia, as ideias de esquerda são cada vez mais. Vejam, por exemplo o BE, é junto dos jovens que obtem mais apoio.
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Odin
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Comigo quem quizer! Contra mim quem vier!


« Responder #12 em: Maio 31, 2009, 00:25:12 »

É a era da "Geração dos Mongolóides com Açucar", onde os nossos governantes sacrificam a própria língua pátria para "nos aproximar-mos" linguísticamente daqueles que um dia colonizámos. Antigamente o homem europeu assentava arraiais numa paragem remota qualquer, explicava aos nativos que comer frango ou peixe era mais simpático do que comer carne humana; os seus clérigos tentavam evangelizar os selvagens e ensinar-lhes a língua portuguesa. Hoje é precisamente o oposto!
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eduardohenriques
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« Responder #13 em: Outubro 18, 2009, 18:24:55 »

Magnifico. Mas infelizmente a pedra fracturou-se. E os rebolos, rolam no declive  de quem os fragmentou. Neste rebolar a mísero abismo. A força é inversa à razão do humano progresso. E por conveniências satânicas, aplaude as figuras criadoras deste inumano deboche.   

BASTARDO

Será que? O que é! É?
Ou será que? O que não é! É?
Quem sabe, até?
Se, no meio de tanta contrafé.
E tanto bebedor  de café.
Neste mundo de pouca fé.
Em que, impera o português do boé.
Na política de um assolador Noé.
Figura negra disforme e chué.
Inebriada em coca e capilé.
A qual, nos obriga a andar de boné.
Com a pala virada à ralé.
Como simples marioneta xoné.
Enquanto, nos vai tocando oboé.
Em duplo e nasalado banzé.
Causticando aos ouvidos do pagante Barnabé.
O qual, débil na pele de André.
Vê o país submergir em diluviano fricassé.
Na força de quem, não foi deitado ao bidé.
Pela senhora, que no canapé.
Conspurcado de nauseante chulé.
Em recôndito e prostituto chalé.
Às escondidas do seu amado Tózé.
Nos braços de um qualquer xexé.
Gera o bastardo de tão nefasta maré.
Que nos obriga a andar a pé.
Enquanto ele em bons carros, gasta o nosso pré

Eduardo Dinis Henriques.

Este espaço carnavalesco que o mundo vive, e atrasa a sua rota de progresso. A seu tempo, será  encerrado pelo continuo movimento universal. Mesmo que o homem, permaneça  de mãos nos bolsos.
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Nó Górdio
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« Responder #14 em: Janeiro 28, 2010, 15:33:22 »

Hoje em dia não se defende o que é nosso como se deveria fazer, não se dá prioridade ao que é Português. Porquê? Porque somos bombardeados com programas, filmes, músicas e séries estrangeiros, que trazem para Portugal as modas e costumes dos países cujo tudo o que disse são originários, em especial os EUA, fazendo com que a juventude cresca com a ideia de que o que vem desses países é que é bom e fazendo com que a nossa cultura e tradições percam importância para a actual geração. À primeira vista pode parecer que não traz consequências negativas, o contacto com outras culturas, mas assim seria se fosse em quantidades moderadas e se houvesse uma resposta nacional, ou seja, se as instituições do Estado respondessem à entrada de elementos de culturas estrangeiras com um reforço e incentivo à nossa cultura. O problema é que isso não acontece. Todos os fins-de-semana todos os canais televisivos optam por dar filmes norte-americanos ou de outras origens, mas por outro lado conta-se pelos dedos das mãos as vezes que passam filmes nacionais. Na rádio houvesse mais música estrangeira que nacional.
O Estado, como principal zelador da Nação e da identidade nacional, devia proteger a nossa cultura, incentivar o teatro, o cinema português, os nossos músicos, devia haver por parte do nosso Ministério da Cultura um incentivo aos nossos artistas que atrás referi. O Estado devia ser o primeiro a incentivar a juventude e a população em geral a optar pelo que é Português em detrimento do que é estrangeiro, incentivar a preferirem o que faz parte da cultura portuguesa ao que é cultura estrangeira.
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