Ricardo de Vasconcelos
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« em: Dezembro 01, 2009, 10:34:11 » |
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D. Duarte: Portugal "está doente e maltratado"
Na tradicional mensagem do 1.º de Dezembro, o chefe da Casa Real, D. Duarte de Bragança, diz que a crise financeira e económica internacional não é "justificação suficiente" para o estado em que o país se encontra.
O Chefe da Casa Real, D. Duarte de Bragança, disse hoje que Portugal está "doente e maltratado" e que a crise financeira e económica internacional não é "justificação suficiente" para o estado em que o país se encontra.
"Portugal atravessa uma grave crise económica com reflexos políticos e sociais preocupantes. A crise financeira e económica internacional não constitui justificação suficiente para o estado em que se encontra o país: torna-se evidente que, quando esta se desvanecer, a crise estrutural interna permanecerá", disse o herdeiro do trono português na tradicional mensagem do 1.º de Dezembro, que assinala a restauração da monarquia portuguesa em 1640.
Num discurso feito num jantar no Convento do Beato, Lisboa, o Chefe da Casa Real fez um diagnóstico muito duro da situação portuguesa, sublinhando que "onde não há justiça não há democracia". UE sem alma
"O país está doente e maltratado. Adivinham-se tempos difíceis: as instituições do Estado estão fragilizadas; o desemprego aumenta e a pobreza alastra; o sistema educativo tem sido contestado por alunos e professores; a insegurança, a criminalidade organizada - violenta e económica - e a corrupção, multiplicam-se; o poder judicial está ameaçado por falta de meios materiais e por legislação absolutamente desajustada das realidades", disse D. Duarte de Bragança.
O Chefe da Casa Real destaca que "são muitas as vozes autorizadas e insuspeitas - como as da Cáritas e da AMI - que têm vindo a alertar para a vergonha da pobreza estrutural que existe no nosso País - acima dos 40%", e diz que chegou o momento de o Estado colaborar com as associações de voluntários "que generosamente trabalham para resolver os problemas", dando como exemplo as Santas Casas da Misericórdia.
D. Duarte defende ainda a "promoção da Lusofonia e solidariedade entre os países membros da CPLP, como uma causa de importância decisiva do nosso futuro comum" e diz que a presença de Portugal na União Europeia é um "válido projecto político e económico comum" mas a quem falta "uma alma" em virtude da UE não reconhecer "a matriz cristã" da cultura portuguesa. Desgaste sem precedentes na família
O Chefe da Casa Real exorta também os portugueses a preservarem "instituições fundamentais da sociedade como a família", que considerou estar sujeita a um desgaste sem precedentes visando a sua dissolução".
"Ela [família] é, na verdade, a base da construção de uma sociedade fortalecida no espírito de entreajuda, respeito pela vida humana e formação responsável, valores que, só no seu seio, são susceptíveis de ser naturalmente assimilados. Só por esta via, sairá reforçada a liberdade de consciência que permitirá, a cada um e a todos, resistir, preservando-a das crescentes tentativas abusivas de ingerência externa que pretendem impor novos conceitos de "família". É na família, e não pelo Estado, que já hoje - e como o futuro próximo se encarregará de demonstrar - se desenvolve incondicionalmente o verdadeiro espírito de solidariedade para com os seus membros mais necessitados, seja na doença ou na pobreza", sublinha D. Duarte.
O herdeiro do trono português critica ainda "o despesismo" das comemorações do centenário da República, mas prefere guardar para mais tarde outros comentários sobre esta questão. Sublinha ainda a "permanência vitalícia na Monarquia", afirmando que "não é por acaso que, as Democracias mais desenvolvidas e estáveis da União Europeia são Monarquias"
A 01 de Dezembro de 1640 Portugal restaurou a sua independência em relação à coroa espanhola.
Expresso
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RENATO NUNES
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« Responder #1 em: Janeiro 08, 2010, 17:38:23 » |
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Algo semelhante aquilo que diz , e bem, D. Duarte creio que foi dito ha muitos anos atras por alguem que estava ou veio a estar ligado ao ESTADO NOVO. Afirmava entao essa pessoa ( Salazar? Camona? Gomes da Costa? cujo nome nao me recordo que ....."A PATRIA ESTA DOENTE"! De facto a crise em Portugal, mais que economica, eu considero-a uma crise moral e etica. Apoveitando-me da celebre frase do grande portugues que foi Oliveira Salazar, eu ousaria dizer que....."nao sabemos bem aquilo que queremos nem para onde vamos !".
Pobres sempre os tivemos, fome sempre houve entre alguns sectores populacionais, governantes corruptos e egoistas sempre existiram em toda a nossa histora secular e nao houve crises de identidade e valores tao profunda como esta. Portanto nao acredito que seja dai que vem o problema da verdadeira crise nacional que piorou ainda mais debaixo da governacao Socialista. Acredito porem que a crise que a nacao atravessa se deva a uma coincidencia de ma gerencia da economia aliada -- pela primeira vez que tal acontece na nossa historia -- a um esforco enorme da parte dos Governos (que temos tido desde a Revolucao) no sentido de reduzir os sentimentos nacionalista e patrioticos do povo substituindo-los por algo muito vago mas que e mandado impor por Bruxelas. Algo que a U.E. faz a mandado do Grande Capital Globalista Euro-Americano ( N.O.M.). O golo e criar nos diferentes povos o sentimento de serem, primeiro que tudo, 'europeus'(?). Seculos de existencia -- e lutas pela independencia - habituarem os opovos a pensar nas suas patrias em primeiro lugar, obviamente. Mas esse sentimentio vai ter de mudar para ajudar o Grande Capital a alcancar seus designios....maximizacao de LUCROS e alcance de PODER sobre as massas a nivel global. O Nacionalismo para eles e um empecilho pois por natureza e anti-globalista!
E sera que esta gente, esta lideranca da U.E. -- e dos governantes que, como os nossos, cumprem tao servilmente com as directrizes-- espera que os cidadaos um dia aceitem o ter de lutar e morrer pela Europa? Nem eles lideres fariam -- comos sabemos sao uns cobardes que preferem render-se a pegar numa arma e atirar sobre um inimigo ! 65 anos depois de terminada a Grande Guerra ainda precisam que venham os Americanos protege-los e a lutar por eles ! -- tal asneira mas esperam que os povos um dia aceitem fazer o que eles mandam fazer mas nao fazem.
As elites portuguesas , ha muito nao tendo a certeza daquilo que sao ou o que querem ser, serao sempre as primeiras a copiar e adoptar tudo o que vem de fora ; e infelizmente e geralmente tendem a copiar aquilo que e o pior ! Ate na cultura isso se observa !
Portugal poderia alterar o curso catastrofico que esta a seguir se tivesse governantes que governassem para bem do pais e repusessem e cultivassem todos os valores morais, eticos e historicos tradicionais em vez de destrui-los ou ignora-los numa tentativa de demonstrar que sao "modernos"....como os estrangeiros ! Ao copiar e aceitar serem uns lacaios dos outros cada vez mais -- os outros apercebem-se rapidamente da mediocridade e vazio intelectual de uma elite de macacos imitdores como a nossa --as nossa elites, as que governam, se enterram a elas e ao pais.
Por seu lado o Povo tem de ACORDAR e abandonar a total passividade em que tem vivido ha 2 decadas; o Povo tem de actuar ! Tem de ser muito mais activista ! O Povo portugues se quizesse poderia forcar rapidamente uma mudanca de rumo, bastando ser muito mais exigente do que tem sido -- nas ruas em protestos macissos e com armas nas maos se necessario -- e obrigando aqueles que elege para posicoes de "servir o publico" a defender os interesses do Pais e o Povo em primeiro lugar e a serem rigorosamente tansparentes e honestos na sua governacao . So uma combinacao e actuacao honesta Povo-Governantes pode safar Portugal da grave crise de identidade e economica que atravessa.
Enquando estas duas condicoes nao ocorrerem simultaneamente a derrocada continuara.
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« Última modificação: Janeiro 09, 2010, 18:25:48 por RENATO NUNES »
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